Home   Fale conosco
 
 

 

> Evolução histórica dos transportes

 
 

No tempo das cavernas já havia trânsito
Quando o homem morava em cavernas não existia o trânsito movimentado de nossos dias. Na verdade, ele andava mesmo era a pé. Mas ia longe, viajando com os pés descalços dias e dias atrás dos alimentos essenciais à sua sobrevivência. Mas, de qualquer modo, como ele vivia com sua tribo, já naquela época desenvolvia o trânsito entre os seus semelhantes, certamente cuidando para não colidir com os outros.

O primeiro meio de transporte foi o animal
Um dia o homem primitivo descobriu que poderia montar num animal para se deslocar no seu ambiente. Ele percebeu que era mais confortável e mais rápido andar sobre o dorso de um animal do que sobre seus próprios pés.

Só muito tempo depois de começar a usar os animais como meio de transporte é que o homem acabou inventando a roda.

O cavalo e a carroça

O cavalo constituía-se em uma grande opção de transporte. Servia para deslocamentos rápidos no pequeno núcleo urbano existente nas primeiras quatro décadas e para viagens mais distantes ao redor do centro ou pela chamada "área rural".

Desde os primeiros anos, existiam locais para se amarrar os cavalos. Mais adiante, as principais casas comerciais, os empórios, também reservavam espaços para o "estacionamento", geralmente em terreno situado ao lado.

Simultaneamente ao crescimento do número de cavalos, foram surgindo as carroças com o fim de permitir o transporte da família e dos produtos da lavoura.
E foram evoluindo em número de animais e em tamanho. Chegaram a ter 8 cavalos-puxadores e podiam deslocar razoável volume de mercadorias. A carroça é considerada hoje um veículo ultrapassado, mas ainda faz muito pelas pessoas, principalmente nas áreas rurais. Em inúmeras vias públicas elas são proibidas de trafegar, mas houve um tempo, quando ainda não existiam veículos a motor, em que foram muito úteis nos transportes. A carroça transporta cargas e também pessoas. Já a charrete, que foi igualmente muito utilizada, levava somente passageiros. Havia ainda a carruagem, um veículo fechado e puxado por vários cavalos, para os passageiros em viagens. E não devemos esquecer do carro de boi, usado para cargas pesadas e que ainda presta bons serviços aos nossos trabalhadores do campo em várias regiões deste imenso Brasil.


Os primeiros bondes puxados a burro surgiram em 1911.

A seguir, transcrevemos uma reportagem de um jornal da época, que noticiava sobre o estacionamento de cavalos:“Vai-se estabelecendo a moda de amarrarem cavalos nas colunas da iluminação da rua do Crespo, hoje intitulada Boulevard do Crespo (agora é a rua 1º de março). Convirá semelhante prática? É intolerável a continuação da lavagem de animais na rampa do passadiço, não obstante já se ter falado a este respeito. Lembramos, caso seja isso um privilégio dos cocheiros, remover para a rampa da ponte provisória, onde há superior comodidade e juntamente uma sentinela que, nada tendo ali que fazer, se prestará a não consentir que se danifique a mesma rampa. (11.7.1864)”



História das carruagens e dos primeiros automóveis em São Paulo
Só em 1865 apareceram as carruagens de aluguel com ponto de estacionamento no largo da Sé. Poucas famílias abastadas possuíam esse meio de transporte.

O rodar das carruagens ainda chamava a atenção. Durante a noite devia trafegar com duas lanternas acesas.

Um almanaque de 1888 mostrava a Santa Casa de Misericórdia com fábrica de carros e seges na rua da Tabatinguera.

Em 1896 a firma Rodovalho Júnior e Cia. possuía uma fábrica de carros, como eram chamadas as carruagens, na Rua da Mooca. Nos primeiros anos do século XIX era considerável o numero de carruagens na cidade.

Em 1907, Henrique Santos Dumont, irmão do inventor, introduziu o automóvel nesta capital. "Um carro aberto, de quatro rodas de borracha, com dois passageiros e que se movia por si mesmo". A nova invenção causou espanto e grande curiosidade popular. As pessoas tinham medo e não foram poucas as que, assustadas, correram para suas casas. Os moradores das margens da "rodovia", embrenhavam-se no mato quando davam conta de um "bicho" diferente na estrada, que produzia um "ronco" estranho e se deslocava com rapidez.



O primeiro automóvel chegou em maio de 1907.

Normalmente, as pessoas só se aproximavam do veículo depois de se certificarem que, de fato, estava parado e que não corriam o risco de serem "atropelados" pela estranha máquina. Muitos, atiravam-se ao mato ou saíam em disparada quando o automóvel se aproximava. Era a primeira vez que viam uma "coisa" correr mais do que um cavalo.

Na primeira carteira de motorista expedida em Joinville, por exemplo, imprimiu-se o "regulamento" de trânsito de Joinville - Acto no 1 de 5 de janeiro de 1915 - que entre outras curiosidades, estabelecia:

- "para que qualquer carro-automóvel possa transitar pelas ruas e estradas do Município, é necessário que o respectivo proprietário se ache de posse de um alvará de licença especial concedido pela Superintendência;

- "o conductor do automóvel deverá estar em condição de dispor sempre da velocidade do vehiculo, de forma a moderal-a e mesmo annulla-la, quando ella possa constituir uma causa de accidente, transtorno ou obstáculo à circulação";

- "nos logares estreitos ou onde haja accumulação de pessoas, a velocidade será a de um homem a passo. Em caso algum poderá a velocidade ir além de 30 quilômetros por hora em campo raso; de 20 quilômetros nos logares habitados e de 12 quilômetros no quadro urbano; ao aproximarem-se dos cruzamentos das ruas, deverão os conductores dar sinal e moderar a velocidade dos automóveis para 5 quilômetros por hora, no máximo; os automóveis deverão trazer, à noite, na sua frente duas lanternas de luz branca ou verde, e atrás uma de luz encarnada. Devem estar também munidos de signaes sonoros ( buzinnas ) sufficientemente efficazes para indicar a sua approximação à distância conveniente";

- "a ninguém é permitido conduzir automóvel sem que se ache munido de uma carta de habilitação, concedida pela Superintendência, depois do exame, no qual o peticionário mostre conhecer todos os órgãos do apparelho e a forma de manobrar, assim como possua os requisitos necessários de prudência, sangue frio e visualidade perfeita".

Em 1908 no volante de um Brasier, o francês Conde Lesdain fez a primeira viagem automobilística do Rio de Janeiro a São Paulo, gastando 36 dias.

A partir do início do século XIX a empresa Rodovalho e Cia. passa a importar os carros franceses Renault, Berliet e Peugeot. Em sua frota utiliza ainda veículos Fiat, Daimler, marca inglesa, e o carro americano modelo Cunningham.

Automóveis de outras marcas trafegavam pelas ruas da cidade: os franceses Delage, Motobloco, Dedion Boutton; os alemães Hansa e Mercedez Benz: os italianos Alfa Romeo, Bugatti e Isotta Fraschini. Depois da Primeira Guerra Mundial predominaram os carros americanos.