Os
Romanos provavelmente foram os primeiros a usarem os 'sinais
de tráfego', no Reino Unido. Eles marcavam suas vias com pedras
que eram chamadas de 'milhetes'. Eles eram colocados a uma
distância de mil passos (uma milha aproximadamente ou 1.600
metros) com algumas pedras maiores e indicando a distância
para os lugares, etc. A palavra 'milha' provavelmente originou-se
de 'milhetes'.
A origem dos postes de sinalização é obscura, pois não há
muitas referências sobre eles nos livros de história. No início,
os postes de sinalização foram erguidos por pessoas comuns,
ao seu próprio custo e alguns ainda podem ser vistos em algumas
regiões do país. Em 1648 foi criada uma lei que ordenava que
cada Paróquia colocasse um poste guia no cruzamento das ruas
onde se localizavam, mas isto durou somente até o Ato de Pedágio
Geral, em 1773, que determinou um imposto sobre os lucros
de Pedágio para colocação e manutenção dos postes de sinalização,
quando então estes "guias" ou "indicadores" se tornaram mais
comuns.
O
Ato de 1773 também foi necessário para se estabelecer a distância
para cobrança das tarifas, mas a milha não se tornou a medida
padrão até 1864. Isto foi importante porque algumas Concessionárias
de Pedágio, cujas tarifas eram calculadas por milhagem, estavam
tirando vantagem no cálculo da distância.
Durante
mais da metade do século dezenove o aumento da popularidade
da bicicleta trouxe o reconhecimento dos novos riscos para
os usuários das rodovias e foi considerado que novos sinais
de tráfego eram necessários. Subidas íngremes e curvas acentuadas
eram muito perigosas para os primeiros ciclistas e foram erguidos
postes com sinais de 'perigo' e 'cuidado' no início das subidas.
Alguns postes mostrando um crânio e ossos cruzados foram erguidos
nos lugares mais perigosos. As autoridades locais e os ciclistas
instalaram aproximadamente 4.000 placas de advertências, os
quais depois começaram a perder sua eficácia devido ao excesso
de uso.
O
fim do requerimento da 'bandeira vermelha', em 1896, anunciou
a era dos automóveis e algumas associações ligadas a isto
assumiram os negócio de colocação de placas. O Ato do Carro
a Motor de 1903 fez as autoridades locais responsáveis pela
colocação de certas placas com advertências e proibições.
As placas ficavam nos cruzamentos, declive de montanhas e
curvas perigosas. Um triângulo vermelho vazado indicava um
sinal advertência e um círculo vermelho cheio significava
proibição. As placas com limite de velocidade tinham um círculo
branco vazado sobre a placa dando o limite de velocidade em
números. Outros avisos eram colocados em quadros em forma
de diamante.
A
identificação das rodovias em A e B foi introduzida em 1921
e estas marcas eram mostradas em postes do tipo indicadores
junto com os de destino e distância. As placas com o nome
de cidade ou vilarejo e avisos de escolas, cruzamentos em
nível e curvas acentuadas foram introduzidas ao mesmo tempo.
A
importante tarefa de sinalização das rodovias durante os primeiros
30 anos do século XXI ainda recaiam sobre as empresas do ramo
automotivo. Por volta de 1931 foi percebido que as montadoras
de automóveis estavam à frente no sistema de sinalização.
Um
comitê foi criado para considerar as melhorias e, em 1933,
as placas adicionais começaram a aparecer incluindo 'Sem entrada'
e 'Manter a esquerda', placas de advertência para rodovias
estreitas e pontes, pontes baixas, desvios e hospitais. Outras
placas seguiram durante os anos 30, incluindo 'Parada adiante
na rodovia principal'. Estas placas formaram as bases da sinalização
das rodovias, até o início dos anos 60. A origem das marcações
das rodovias é igualmente obscura, mas em uma publicação de
1843, foi defendido o uso de uma linha central de pedras brancas
e lâmpadas. Entretanto, isto foi até pouco depois da Primeira
Guerra Mundial, quando linhas brancas realmente começaram
a aparecer nas rodovias Britânicas, e mais tarde, durante
os anos 20, seu uso espalhou-se rapidamente. Em 1926 o Ministério
dos Transportes emitiu a primeira circular sobre o assunto
e isto formulou os princípios gerais para o uso das linhas
brancas.
Em
1930, as linhas brancas foram usadas como linhas de 'pare'
nas junções de rodovias controladas pela polícia ou pelos
semáforos, para marcar o curso a ser tomado nas curvas, junções
ou esquinas e também para indicar a proximidade de refúgios
e outros obstáculos na pista.
Os
pinos de reflexo da rodovia, também chamados de "olhos-de-gato",
foram usados pela primeira vez em 1934.
Em
1944, as linhas brancas também eram usadas para indicar as
faixas de trânsito e para definir o limite da pista principal
às entradas para as rodovias laterais e estacionamentos e
na combinação com os sinais de 'parada'.
Experiências para controlar o avanço pelo uso de duas linhas
brancas foram feitas em 1957. De modo geral, foram bem sucedidas
e em 1959 os regulamentos tornaram-se efetivos e deram força
legal ao sistema.
Após a Segunda Guerra Mundial, as discussões tomaram conta
nas Nações Unidas sobre a introdução dos sinais de tráfego
internacional. A maioria dos países Europeus concordava com
seu uso, mas o Reino Unido sentia relutância para mudar seu
sistema, já bem estabelecido. Uma das razões foi a possibilidade,
naquele momento, de que o sistema Europeu poderia ser substituído
por um sistema mundial diferente.
Quando
o programa da construção das estradas começou, os sinais de
direção prescritos nos Regulamentos de 1957 não foram considerados
adequados para o uso em rodovias de duas pistas de alta velocidade.
Em 1958 foi criado um comitê, sob a presidência do senhor
Colin Anderson, para considerar novos modelos de sinalização
das estradas. A recomendação do comitê de placas de fundo
azul, como usada em alguns países europeus, foi aceita. O
atual símbolo conhecido foi modificado a partir de um modelo
adotado pelo Comitê de Transporte Interno das Nações Unidas.
O aumento generalizado de críticas ao inadequado sistema de
sinalização de tráfego Britânico, para condições mais modernas
de trânsito, levou à nomeação, em 1961, de um novo comitê
sob a presidência do senhor Walter Worboys, para rever todo
o sistema. Como resultado destes estudos, o comitê concluiu
que o Reino Unido deveria adotar os princípios mais importantes
do sistema europeu. As recomendações do comitê foram aceitas
e, em 1964, eles se alinharam com a prática européia em sinais
de tráfego. Em 1965 começou o de conversão das sinalizações
e este é basicamente o mesmo sistema que usado atualmente.
O aumento do tráfego de turistas criou um aumento da demanda
de mais placas indicando o caminho de lugares específicos
de interesse e facilidades locais. As placas de direção com
letras branca e fundo marrom e uns símbolos indicando a natureza
da atração estão sendo usados agora com esta finalidade.
A provisão de novas sinalizações é um processo contínuo. Como
o volume e o tipo de trânsito muda, as maneiras de dar a informação
essencial aos motoristas e de melhorar o fluxo do trânsito
e a segurança das cidade e rodovias têm sido revisadas. Novas
sinalizações e marcações de rodovias são verdadeiramente bem
testadas em certas localizações, para demonstrar sua eficácia
antes que seu uso seja recomendado em larga escala. Tais experimentos
levaram à introdução de marcações de caixa amarela nas junções
de rodovias congestionadas, sinalizações especiais e marcações
de rodovias para travessia de pedestres e sinalizações e marcações
para pequenos desvios e para faixas de ônibus.
Os
últimos regulamentos publicados em 1994 continuam com os mesmos
princípios, mas incluíram algumas regras e sinais de avisos
novos. Igualmente introduziram simplificações no sistema da
linha amarela de limitações de espera, o qual foi considerado
ter-se tornado muito complexo.
O
futuro terá indubitavelmente mais desenvolvimentos na área
de sinalização de tráfego, para acompanhar o ritmo das mudanças
na demanda do tráfego nas cidades e rodovias.
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